domingo, 15 de junho de 2014

Esporte Clube Metalúrgico / São Gonçalo-RJ

  Um "operário patrão" na década de 40, foi o Esporte Clube Metalúrgico, de São Gonçalo-RJ.  respeitado na região, o clube ao lado do Tamoio Futebol Clube e  Clube Esportivo Mauá formaram o "Trio de Ferro" do futebol gonçalenseFundado numa quinta feira, dia 8 de agosto de 1938. 

  Em 17 de abril de 1925, a Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas instalou-se no município de São Gonçalo, época em que a cidade começava a viver um grande desenvolvimento industrial. Essas indústrias não só tocavam as fábricas á  todo vapor como também mantinham  em terra dessas companhias,vilas operárias, escolas primárias e cursos. Em um desses espaços para lazer e aprendizado dos operários e suas famílias foi criado o campo do metalúrgico, mais tarde Esporte Clube Metalúrgico que deu grande impulso e incentivo ao esporte no município. O grande momento do Metalúrgico aconteceu em 1942, quando foi vice-campeão do Campeonato Fluminense.O clube era muito querido pelos gonçalenses, inclusive o avô do historiador e pesquisador Auriel de Almeida foi jogador e sócio do clube, onde foi possível desenhar o escudo por meio da carteirinha do clube. Seu uniforme número 1 era: camisas azuis com golas vermelhas e calções brancos. Eventualmente jogava com um uniforme tricolor, semelhante ao segundo uniforme do Bahia (BA). 






  O grande momento do Metalúrgico aconteceu em 1942, quando foi vice-campeão do Campeonato Fluminense.



 Campeonato Fluminense de 1942


  A competição contou com a participação de 16 clubes. A Região Sul Fluminense contou com seis representantes: Resende Futebol Clube (Resende); Barra Mansa Futebol Clube (Barra Mansa); Entrerriense Futebol Clube (Três Rios); Royal Sport Club (Barra do Piraí); Central Ferroviário Clube (Valença) e Riachuelo Esporte Clube (Paraíba do Sul).

No Norte Fluminense vieram três times: Goytacaz Futebol Clube (Campos); Ypiranga Futebol Clube (Macaé) e Cordeiro Futebol Clube (Cordeiro). Já a Região Serrana também contou com três equipes: Teresópolis Futebol Clube (Teresópolis); Petropolitano Football Club (Petrópolis) e Fluminense Atlético Clube (Nova Friburgo). Da região metropolitana dois clubes: Icaraí Futebol Clube (Niterói) e Esporte Clube Metálurgico(São Gonçalo). A Baixada Fluminense um time: Esporte Clube Belford Roxo (Belford Roxo); da Região dos Lagos uma equipe de Cabo frio: Tamoyo Esporte Clube.

  Na primeira fase, o Resende e Barra Mansa empataram em 2 a 2, no sábado(13 de dezembro de 1942). No segundo jogo (20/12/42) no Estádio do Leão do Sul, novo 2 a 2. Melhor para o Barra Mansa, que avançou pelos critérios de desempate.   


  Na segunda fase, nas mesmas datas acima, o Entrerriense eliminou o Riachuelo; o Petropolitano passou pelo Teresópolis; e o Barra Mansa passou para a próxima fase ao bater o Centro Ferroviário, todos em dois jogos (ida e volta). Já o Fluminense de Friburgo definiu a sua passagem para a próxima fase ao golear o Cordeiro por 11 a 1, em casa.
Outro que não encontrou dificuldades foi o Icaraí que goleou o Belford Roxo: 4 a 0 e 3 a 0. O Goytacaz depois de golear o Ypiranga de Macaé por 8 a 2, no jogo de volta arrancou um empate em 2 a 2, e também seguiu na competição.


  O classificado que mais sofreu foi justamente o EC Metalúrgico. Em dois jogos com 11 gols, o Metalúrgico bateu, fora de casa, o Tamoyo esporte Clube de Cabo Frio por 3 a 2 (13 de dezembro). Uma semana depois num grande jogo, o Metalúrgico conseguiu um empate em 3 a 3, diante de seus torcedores e festejou a suava vaga.



Metalúrgico elimina o Goytacaz


  Se na etapa anterior, o Metalúrgico sofreu, na terceira fase a situação foi ainda mais complicada. Afinal, o adversário era o temido Goytacaz de Campos. Contudo, o Metalúrgico não se intimidou e largou na frente, ao vencer em casa, no domingo (27/12/42) por 3 a 1. No jogo de volta, numa partida dramática, o Metalúrgico segurou o empate em 2 a 2 (03/01/43), no Estádio Ary de Oliveira e Souza, e garantiu a sua presença na fase semifinal.  


  Após dois empates em 4 a 4 e 2 a 2, o Fluminense de Friburgo eliminou o Icaraí nos critérios de desempate. Já o Petropolitano não teve problemas para se classificar, ao vencer, em casa, o Entrerriense por 3 a 1 (10/01/43) e depois por 3 a 2 (17/01/43), em Três Rios.
Outro que suou foi o Royal SC, que venceu o Barra Mansa por 4 a 2 (24/01/43), no Estádio da Chacrinha, em Barra do Piraí. Uma semana depois o Royal foi derrotado no Estádio Leão do Sul por 3 a 2, mas avançou as semifinais pelo saldo de gols: 6 a 5.  


  Nas semifinais, parecia que o Metalúrgico viveria outro enorme obstáculo ao ser derrotado pelo Fluminense por 2 a 1, no domingo(27/01/43), em Nova Friburgo. Contudo, o que parecia ser um drama se transformou num show de bola. Diante da sua torcida, no domingo do dia 7 de fevereiro der 1943, o Esporte Clube Metalúrgico goleou o Fluminense por 7 a 3, chegando a inédita final do Campeonato Fluminense.


  Na outra partida, o Royal SC não conseguiu tirar vantagem do fator campo e ficou no empate em 1 a 1 com o Petropolitano(07/02/43), no Estádio da Chacrinha, em Barra do Piraí. Porém, no jogo de volta (14/02/43), o Royal SC foi até Petrópolis e conquistou uma vitória heróica por 3 a 2, garantindo o seu lugar na decisão.    






 Na Decisão deu Royal SC


  Após tantas superações, o EC Metalúrgico chegou confiante na decisão. No primeiro jogo de final, numa partida de sete gols, melhor para o Royal, que venceu o Metalúrgico por 4 a 3 (domingo: 21/02/43), no Estádio da Chacrinha, em Barra do Piraí.


  A esperança agora estava no jogo de volta, onde o Metalúrgico contava com o apoio da torcida gonçalense para uma vitória simples para ficar com o caneco. Entretanto, no domingo do dia 28 de fevereiro de 1943, o 
Royal Sport Club foi melhor e venceu por 3 a 1, levando a taça para Barra do Piraí.

  Apesar da derrota, o Metalúrgico foi um time guerreiro, que superou várias adversidades ao longo da competição, e encheu de orgulho os gonçalenses. O clube disputou ainda o Campeonato Fluminense de 1944 e 1945.



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Parte desta postagem foi tirada do site www.cacellain.com.br  e  www.futebolnacional.com.br






domingo, 8 de junho de 2014

Gonçalense: Tricolor Metropolitano é favorito ao título

O Gonçalense segue com sua grande campanha na Série C do Campeonato Carioca. Na manhã deste domingo (8), o Tricolor Metropolitano derrotou o União de Marechal por 3 a 0 no Estádio Nielsen Louzada e seguiu na liderança do Grupo B da competição, agora com 13 pontos.

Com seu novo treinador, Claudino de Melo, o União de Marechal conseguiu segurar o Gonçalense por quase uma hora, mas o lado físico pesou contra o time de Marechal Hermes e com isso, a equipe segue com uma pontuação negativa.

Gonçalense domina a primeira etapa, mas não consegue marcar
O Gonçalense começou dominando totalmente a partida, encurralando o União de Marechal no seu campo de defesa. A primeira oportunidade ocorreu aos oito minutos, quando Bernardo deu um ótimo passe para Sabão, que saiu na cara do gol, deslocou o goleiro, mas bateu para fora.

Logo depois, Beto cobrou falta para a área, a zaga afastou mal e o rebote ficou com Sabão, que teve calma na hora de finalizar, buscou o ângulo direito, mas a bola passou rente a trave e foi para fora. Aos 19 minutos, Bernardo chutou da entrada da área e Wesley espalmou para o lado para não se complicar. Após a parada técnica, o Tricolor Metropolitano seguia com o domínio do jogo.

Aos 25 minutos, Gean errou na saída de bola, Sabão roubou, avançou, entrou na área e cruzou para Vitão, mas o centroavante não conseguiu chegar a tempo para finalizar. Aos poucos, o União de Marechal foi se acertando na defesa e conseguiu criar um bom lance de ataque. Aos 36 minutos, Thiaguinho fez bom trabalho de pivô e ajeitou para Neigol, que bateu de primeira e obrigou Julio a espalmar para escanteio. O Gonçalense seguiu dominando a posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio do União de Marechal e a primeira etapa terminou 0 a 0.

Gonçalense mantém a pressão e vence por 3 a 0
A pressão do Gonçalense seguiu na segunda etapa, mas dessa vez, o Tricolor Metropolitano foi recompensado. Aos 12 minutos, Radamés cruzou da esquerda, Vitão dominou, driblou o zagueiro e chutou na trave, mas no rebote, Sabão mandou para o fundo das redes. Perdendo a partida, o União de Marechal tentou buscar o ataque, mas abusava dos passes errados e não assustava o goleiro Julio.

Aos 25 minutos, Dieguinho quase marcou um gol de placa. Após lançamento de Beto, o zagueiro Gean e o goleiro Wesley não se entenderam e a bola caiu nos pés do volante, que tentou marcar do meio campo, mas a bola passou rente ao travessão e foi para fora. Logo depois, Alemão cobrou falta da entrada da área e assustou o arqueiro do União de Marechal.

No fim, o Gonçalense fez dois gols e matou a partida. Aos 40 minutos, Sabão avançou pela esquerda, bateu cruzado, Wesley defendeu, mas no rebote, Bernardo mandou para as redes. Em seguida, Alemão cruzou da direita e Beto, livre de marcação, fechou o placar em 3 a 0.

As duas equipes têm como próximo adversário o Duquecaxiense. O União de Marechal enfrenta o Aurianil no próximo domingo (15) no Telê Santana às 15h. Já o Gonçalense, que folgará na próxima rodada, encara o time de Duque de Caxias no dia 22 no Estádio José Alves Ventura.

A partida
União de Marechal 0 x 3 Gonçalense – Taça Corcovado, 6ª Rodada do Grupo B – 08/06/2014

Estádio Nivaldo Pereira (Mesquita – RJ) 
Árbitro: Lucas Estevão 
Assistentes: Dyego Giannini Ramos e Rafael Constantino Soares Pinheiros

União de Marechal: Wesley; Juan, Gean, Hebert e Caio; Alex, Thiaguinho (Sergio 33’/2ºT), Ronaldinho e Messi; Rafael (Juninho 20’/2ºT) e Neigol. Técnico: Claudino de Melo.

Gonçalense: Julio; Thiaguinho, Alemão (Renatinho 44’/2ºT), Yago e Pingo (Radamés – intervalo); Lages (Ualace 19’/2ºT), Dieguinho e Beto; Sabão, Bernardo e Vitão. Técnico: Emanoel Sacramento.

Cartões amarelos: Caio e Gean (UNI); Radamés (GON)

Gols: Sabão 12’/2ºT (0 – 1); Bernardo 40’/2ºT (0 – 2); Beto 43’/2ºT (0 – 3)

Público e renda: Portões fechados

O Futebol Brasileiro Surgiu em Bangú.

Nesta semana, um fato bastante interessante parou o bairro de Bangu. Foi inaugurada uma estátua, próxima ao shopping do bairro, em homenagem a um homem, um inglês para ser mais exato, pouco conhecido, mas que pode ter sido o precursor da maior paixão nacional: o futebol.



Nas últimas décadas, atribuir ao brasileiro com ascendência inglesa a primazia pela realização do futebol aqui em nosso país era regra geral, mas descobrimentos recentes dão conta de que Donohoe, este britânico de nascimento, foi o verdadeiro pai do futebol brasileiro. O escocês tinha 31 anos quando desembarcou no Rio de Janeiro, para trabalhar nas fábricas de tecidos em Bangu.

Donohoe, que adorava futebol, trouxe de seu país uma bola e a apresentou aos amigos da vila operária. Em 9 de setembro de 1894, houve aquela que é considerada a primeira atividade futebolística no país, ainda que fosse uma mera pelada. Era o começo da prática do futebol no Brasil, sete meses antes de Charles Miller e três anos antes de Oscar Cox, que foi um dos fundadores do Fluminense, em 1902.

Os acontecimentos de Bangu tiveram desdobramentos, já que o esporte cresceu bastante em Bangu, mas só em 1904 é que foi fundado o primeiro time da região, o Bangu Atlético Clube. Donohoe morreu em 1925, mas sua história foi reconhecida recentemente, 120 anos depois do primeiro jogo que o solo brasileiro viu. A estátua é uma homenagem merecida a um dos precursores do nosso esporte e a honra é toda de Bangu e do Rio de Janeiro, testemunhas dos primeiros passos de um gigante.


O homem era Thomas Donohoe, que de acordo com historiadores, foi o pioneiro do esporte no Brasil, já que teria organizado o primeiro jogo de futebol no país. Mais do que isso, a histórica atividade aconteceu no Rio de Janeiro, justamente no bairro da Zona Oeste. Charles Miller? Pense duas vezes quando ouvir essa história...


Por Daniel Andrezo

    domingo, 1 de junho de 2014

    Gonçalense ganha do Serrano e segue na liderança


    Mostrando o bom futebol que vem apresentando na Série C, o Gonçalense venceu o Serrano por 2 a 0, fora de casa, em pleno Estádio Atílio Marotti, em Petrópolis, na tarde deste domingo (01). Com o resultado, o Tricolor Metropolitano chegou aos dez pontos e manteve a liderança do Grupo B, ao lado do Duquecaxiense, mas leva vantagem no saldo de gols. O Serrano, por sua vez, se mantém com três pontos, na terceira colocação, mas ainda na dependência do resultado da partida contra o União de Marechal, que deve ir a julgamento.




    Melhor na partida, o Gonçalense pressionou a equipe do Serrano em seu campo defensivo e não demorou a abrir o placar. Logo após a parada técnica, aos 22 minutos, Rodrigão arriscou de longe, a bola quicou no gramado e enganou o goleiro Bruno Maromba, que aceitou. Na mesma pegada, o time de São Gonçalo marcou novamente aos 29 minutos. Vitor Borges aproveitou confusão na área e completou para o fundo das redes, marcando seu quinto gol na competição. O Leão da Serra ainda tentou uma reação no fim do primeiro tempo, mas não obteve sucesso.

    Com a vantagem no marcador, o Gonçalense apenas administrou o resultado de 2 a 0 e pouco chegou ao ataque, porém a equipe não deixava espaços para a equipe da casa desenvolver seu jogo. Até o final da partida, o time de São Gonçalo tocou bastante a bola e garantiu mais três pontos na Série C.

    Pela abertura do segundo turno, o Serrano recebe o Duquecaxiense, novamente no Estádio Atílio Marotti e o Gonçalense visita o União de Marechal, em local ainda indefinido. Ambas partidas serão no domingo (08), às 15 horas


    quarta-feira, 28 de maio de 2014

    Campeonato Esquecido

    Ilustração de Felipe Alves


    Por Aristides Leopardo

    Até 1975, o atual estado do Rio de Janeiro, como se sabe, era dividido em dois:
    Guanabara, que compreendia a cidade do Rio de Janeiro, e Rio de Janeiro,
    com sua capital em Niterói, que englobava todo o interior do ente federativo
     que conhecemos hoje. Essa divisão não era restrita ao setor político-
    administrativo;também era respeitada no futebol: na Guanabara se
    disputava o Campeonato Carioca, denominação legada ao certame atual
     (de forma equivocada).





    Já o Campeonato Fluminense, disputado por clubes do estado do Rio,
     produziu campeões hoje desaparecidos dos registros.

    Para a cidade do Rio de Janeiro, capital do país desde 1763, a construção
    de Brasília, inaugurada em 1960, significou um esvaziamento de sua
    importância nacional, já que toda a estrutura dos Poderes foi paulatinamente
     transferida para a nova capital. A cidade, que já fora Município Neutro da
     Corte e Distrito Federal, passou a ser denominada estado da Guanabara,
    o que duraria até a criação da Lei Complementar Federal nº 20, de 1974,
    decretando que a Guanabara fosse, até o ano seguinte, fundida ao estado
    do Rio de Janeiro. Os clubes da capital disputavam o campeonato organizado
    pela Federação Carioca de Futebol (FCF), e os times do estado do Rio,
     eram filiados à Federação Fluminense de Desportos (FFD), jogando seu
    próprio certame.

    A imprensa insiste em chamar o atual certame de “carioca”, termo referente aos
    nascidos na antiga Guanabara. Assim, os campeões fluminenses nem sequer
    são relacionados como vencedores dos torneios estaduais em periódicos
    especializados. Hoje, quando um jovem do estado do Rio é indagado sobre
    qual o time de sua preferência, logo indica um dos quatro grandes da capital.
    Mas os clubes de suas cidades marcaram época e travavam duelos em lotados
    estádios fluminenses.

    Os jogadores dos anos de aurora do futebol fluminense – o primeiro match
    realizado em Campos dos Goitacazes foi em 1912 – eram filhos de fazendeiros,
     médicos, advogados, ou estrangeiros que trabalhavam em companhias como
    a inglesa Leopoldina Railway ou a canadense The Rio de Janeiro Tramway, Light
     and Power.

    Os menos abastados, no entanto, foram se interessando pelo novo jogo. Os
    grandes empresários logo notaram a força do futebol. Por isso, desde os
    primeiros times surgidos no estado, o apoio dos patrões se faz notar,
    notadamente,em Campos, que, com a capital do antigo estado do Rio, Niterói,
     foram as cidades com mais e melhores times.

    A elite canavieira ajudou mais de 20 associações a nascer, inclusive algumas que
     chegariam à era profissional do futebol. Em Petrópolis, a indústria têxtil foi a
     grande impulsionadora; em Volta Redonda, o clube local teve apoio da Com-
    panhia Siderúrgica Nacional (CSN); em Mendes, houve um time chamado
    Frigorífico, que girava em torno deste, e, finalmente, em Niterói foram diversos
     clubes oriundos de empresas industriais, com apoio maciço do patronato.

    Um desses times “operários” foi o Campos Athletic Association, fundado em
    26 de outubro de 1912, que apesar do nome pomposo foi criado por negros
    e mulatos, o que é mostrado em seu escudo, que tem as cores roxa e preta,
    representando respectivamente o mulato e o negro, grupos predominantes
     entre os adeptos iniciais. Era, junto com o Goytacaz, o representante das
     classes populares campistas. Outra façanha do Campos, esquecida no
     passado, é que o Roxinho foi campeão (municipal) contando com jogadores
     negros em 1918, antes do Vasco da Gama de 1923, que arroga essa primazia.

    Com a proliferação dos clubes, é criada em Niterói, em 7 de janeiro de 1925,
    a Federação Fluminense de Desportos (FFD), porém, somente em 1951
    apareceu sua Divisão de Futebol Profissional (DEP), que teve como
     clubes fundadores Adrianino A. C. (da cidade de Engenheiro Paulo de
     Frontin), Barra Mansa F. C. (da cidade de mesmo nome), Central E. C.
    (Barra do Piraí), Clube dos Coroados (Valença), Esperança F. C.
    (Nova Iguaçu) e Fonseca A. C. (Niterói), tendo os clubes de Campos
     se filiado ao DEP no ano seguinte, já que, como seu campeonato
    municipal detinha muita força, eles relutaram em aderir.

    De 1942 a 1946, os campeões municipais representavam sua cidade
     no campeonato fluminense de seleções, que foi o embrião do campeonato
     estadual. Os campeões foram o Icaraí (Niterói), em 1942, o Royal
     (Barra do Piraí), em 1943, o Icaraí, em 1944, o Petropolitano (Petrópolis),
    em 1945, e o Serrano (Petrópolis), em 1946. Em 1952, o profissionalismo
     foi oficialmente implantado, ainda que sempre esbarrando nas ligas
    campista e niteroiense, que possuíam seus tradicionais campeonatos
    locais. Em certo momento, o vencedor do confronto entre os campeões
    de Campos e de Niterói foi considerado o campeão do estado.

    Ainda assim, constam como campeões fluminenses agremiações como o
    Adrianino (Engenheiro Paulo de Frontin), em 1952; o Frigorífico, de
    Mendes, em 1955; o Coroados, de Valença, em 1956; o Manufatura
    (Niterói), em 1958; o Barbará, de Barra Mansa, em 1972 e 1973
    e o Sapucaia, em 1974. Depois da fusão, mais quatro campeonatos
     com os clubes do interior se realizaram, já sem apelo.

    Os clubes do antigo estado do Rio ainda participaram da Taça Brasil,
    principal torneio brasileiro na época, criado em 1959 para apontar
    um campeão para a disputa da Taça Libertadores da América.
    O Manufatura foi o primeiro representante fluminense na Taça
    Brasil, disputada nos moldes da atual Copa do Brasil, seguido
    pelo Fonseca, em 1960 e 1961. Em 1962, o Rio Branco, de
    Campos, campeão fluminense de 1961 foi o representante.
    O extinto Eletrovapo, de marítimos de Niterói participou em 1965.

    A maioria dos clubes que disputavam o antigo campeonato
    fluminense voltou ao amadorismo, outros transformaram-se
    em clubes apenas sociais ou fecharam as portas. Alguns
     precisaram se fundir, criando os atuais Volta Redonda e Friburguense.

    Com as transmissões dos jogos dos clubes cariocas pelo rádio
    chegando a todo o Brasil desde a década de 1930, esses times
    conquistavam torcedores por todos os cantos do país – e com
     os ouvintes do antigo estado do Rio de Janeiro não seria
    diferente. À medida que os interioranos se aproximavam dos
    grandes clubes da capital, gradativamente se desinteressavam
     pelo futebol local.

    O primeiro grande golpe foi quando o Canto do Rio, clube mais
    popular de Niterói, se profissionalizou, em 1941 e conseguiu
     licença para jogar o campeonato do estado vizinho, já na era
     profissional, enquanto o estado do Rio continuava amador.

    Outro golpe decisivo foi a decadência da indústria do açúcar em
     Campos, que fez dezenas de usinas fecharem as portas nas
    décadas de 1960 e 1970. Como consequência, os clubes não
     encontraram suporte para continuar suas atividades.

    Após a fusão, nenhum clube do interior conseguiu uma conquista de
     maior expressão. Americano e Volta Redonda ganharam turnos do
     Carioca e só. E assim a memória do futebol no Rio de Janeiro foi
    se apagando, deixando cair no esquecimento uma parte
    fundamental de sua história e agremiações que durante décadas
    alimentaram a paixão pelo esporte.


    domingo, 4 de maio de 2014

    Gonçalense e Itaboraí estreiam com vitória

    Como time grande Gonçalense FC estréia na série c do carioca,  ganhando fácil de 5 x 0 do União de Marechal sendo 4 gols já no primeiro tempo, com destaque para Vitor Borges que marcou 2 gols, outro time que fez bonito foi o Itaboraí / ADI que em sua volta a série c ganhou o Rio São Paulo por 4 x 0.

    O fato negativo aconteceu no jogo entre União Central  1 x 0 Teresópolis onde os dois times entraram em campo com 9 jogadores pois não conseguiram regularizar todos atletas até o início da partida.

    Veja os resultados da  rodada.

    CAMPEONATO CARIOCA - SÉRIE C
    1ª Rodada
    Primeira fase
    04/05/2014 – 11:00 – Figueira de Melo – FINALIZADO
    ARRAIAL DO CABO0×3CAMPO GRANDE
    Jorge Alan 15' 1T
    Raí 22' 1T
     Silva 17' 2T (expulso)
    Diego 45' 2T
    04/05/2014 – 15:00 – Alziro de Almeida – FINALIZADO
    ITABORAÍ4×0RIO SÃO PAULO
    Pedro 22' 1T
    Maicon 7' 2T
    Alessandro 15' 2T
    Felipinho 29' 2T
    04/05/2014 – 15:00 – Telê Santana – FINALIZADO
    DUQUECAXIENSE2×1SERRANO
    Markinho 16' 1T
    Markinho 21' 2T
    Eliabe 29' 2T
    04/05/2014 – 15:00 – José Alves Ventura – FINALIZADO
    GONÇALENSE5×0UNIÃO DE MARECHAL
    Vitor Borges 9' 1T (pênalti)
    Vitor Borges 11' 1T
    Robertinho 27' 1T
    Bernardo 39' 1T
    Thiaguinho 35' 2T
    04/05/2014 – 15:00 – Joaquim de Almeida Flores – FINALIZADO
    NOVA CIDADE3×0ATLÉTICO RIO
    Rodrigo 16' 1T
    Andrezinho 18' 1T
    Wallace 23' 2T
     Emanuel 41' 2T (expulso)
    04/05/2014 – 15:00 – Figueira de Melo – FINALIZADO
    SÃO CRISTÓVÃO0×0SÃO PEDRO
    04/05/2014 – 15:00 – Carlos Gonçalves – FINALIZADO
    SÃO GONÇALO FC2×1ESPROF
    04/05/2014 – 15:00 – Raul Ferreira Izidoro – FINALIZADO
    UNIÃO CENTRAL1×0TERESÓPOLIS
    Caxias 11' 1T
    TIMES JOGAM COM APENAS NOVE JOGADORES DE CADA LADO, JÁ QUE AMBAS AS EQUIPES NÃO CONSEGUIRAM REGULARIZAR TODOS OS JOGADORES A TEMPO

    Existe um novo clube na cidade

    O Gonçalense apresentou na última quarta-feira, o uniforme que será usado nesta temporada do Campeonato Carioca Série C. A equipe de São Gonçalo vai disputar sua primeira competição oficial e já tem data marcada para estreia: neste domingo (4), às 15h, contra o União de Marechal Hermes, no Estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito.




    Festividade com presença dos dirigentes do clube, jogadores, imprensa e convidados especiais.
    Otimismo foi a palavra presente na coletiva de imprensa e o presidente do clube, Joacir Thomaz, destacou o objetivo de abrir as portas para clubes da região.
    - Sabemos de grandes clubes com dificuldades financeiras e nós temos capacidade de chegar longe. Além disso, queremos abrir as portas para times irmãos de São Gonçalo e de regiões próximas também  – comentou.
    O presidente garantiu que o Gonçalense busca a primeira divisão do Campeonato Carioca e até mesmo a elite do futebol brasileiro.
    - A gente vai bater na série A (do carioca) e vamos ficar lá, esse é o nosso objetivo. E quem sabe conseguimos, de repente, um Brasileiro da série A – enfatizou Joacir.
    Emanoel Sacramento, treinador do time, também se mostrou otimista com os objetivo da equipe e se mostrou lisonjeado com o convite de treinar o time de São Gonçalo.
    - Me sinto lisonjeado de estar à frente desses jovens. A responsabilidade é muito grande, mas também é um grande desafio, porque a competição é muito dura. Ainda não tive o privilégio de disputar uma terceira divisão e tem que ser levada muito a sério.
    Perguntando sobre os comentários de que o Gonçalense é o favorito ao título, o treinador não fugiu e respondeu.
    - Querem jogar uma responsabilidade pra gente e nós não fugimos disso.
    Vice-presidente do clube, Thiago Thomaz exaltou o grupo e disse ter certeza do título da terceira divisão carioca.
    - Cada um aqui é merecedor de vestir essa camisa. Esse grupo foi escolhido a dedo.  É um projeto grandioso e aqui não tem um time, nós somos uma família. Com certeza a gente vai sair desse campeonato vencedor.

    Um dos destaques da equipe, Vitor Borges disse não ver diferença entre um clube da série A e o Gonçalense. 
    - Eu não vejo nenhuma diferença. O trabalho está sendo feito da mesma forma que estava acontecendo no Madureira. Pelo projeto e por tudo que tá sendo criado a expectativa é muito grande.

    Vitor ainda falou sobre o desejo de seguir na equipe nos próximos anos.
    - Eu sou Gonçalense, pra mim vai ser uma honra muito grande se a gente chegar em uma série B, na série A ou uma série C do Brasileiro. Eu queria estar aqui, mas a gente não sabe o que  Deus tem preparado pra gente.

    Projeto grandioso de um estádio padrão FIFA
    O presidente Joacir comentou sobre o projeto do Estádio que vai abrigar 43 mil pessoas e a objetivo de transformá-lo em um atrativo para os cidadãos de São Gonçalo.
    O estádio ficará as margens da BR 101 facilitando o acesso.

    - Diante de um projeto audacioso como esse, não queremos só os 43 mil dentro do estádio, nós queremos toda a população de São Gonçalo torcendo para o clube. Queremos uma equipe que faça com que a população venha em um domingo à tarde ou uma quarta-feira à noite vir torcer com a gente. Nós queremos que esse estádio seja bem dividido com um Corinthians com um Flamengo e um Internacional, isso quando a gente chegar na primeira divisão do Brasileiro. Nós não criamos só um estádio, criamos um atrativo pra esse povo.
    O projeto é considerado muito audacioso. Mas o investimento é auto, e já faz a equipe ser apontada como favorita para a contista do titulo do cariocão da serie c

     Estreia no estadual.
    O Gonçalense fará seu jogo de estreia neste domingo (4), às 15h (de Brasília) diante do União de Marechal Hermes, no Estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito. Esse será o primeiro jogo oficial do time do técnico Emanoel Sacramento e já pode ter uma vitória por W.O. já que os nomes dos jogadores do time de Marechal Hermes não constam no BIRA e com isso estariam impedidos de entrar em campo.


    terça-feira, 29 de abril de 2014

    Andrade responde críticas de Fábio Luciano: "Estou tendo sorte agora?"


    Acabou o silêncio. No dia 13 de março, o ex-zagueiro do Flamengo, Fábio Luciano, deu declarações fortes sobre o treinador Andrade no programa "FOX Sports Rádio" primeira edição do canal por assinatura Fox Sports. Hoje no São João da Barra, Andrade não gostou das palavras do ex-defensor e ementrevista exclusiva ao site FutRio, resolveu dar a resposta.

    Entre outras palavras, Fábio Luciano afirmou que em 2009, quando o Flamengo foi campeão brasileiro, Andrade não era o treinador do Flamengo, pois quem de fato comandava o time, eram alguns jogadores que lideravam o grupo. Andrade disse que o ex-zagueiro não tem fundamentos para suas declarações, pois não frequentou o clube quando ele era o comandante.

    – O Fábio Luciano se aposentou antes do Campeonato Brasileiro e não acompanhou nada. Ele está completamente equivocado. Eu era o treinador do Flamengo. Pergunta para o Léo Moura, Adriano e Petkovic quem era o treinador. Tenho muita consideração pelo Fábio Luciano, mas considero amigo quem frequenta a minha casa e não frequentamos a casa um do outro. Como se pode ter sorte em 25 jogos? A sorte vem com o trabalho. Em duas ou três partidas podemos contar com a sorte, mas em 25 não é sorte – rebateu.

    Andrade disse que repudia as palavras de Fábio Luciano e revelou algo importante. Um dos motivos que deixou o Flamengo em 2010 foi pelo fato de ser pressionado a escalar alguns jogadores que ele achava que não eram os adequados para serem titulares da equipe. 

    – Nem considero essas palavras dele, pois são completamente equivocadas. Ele não acompanhou o dia a dia do meu trabalho no Flamengo. Ele foi muito mal nas colocações dele. Não sei de onde ele tirou isso. Ele foi muito infeliz e deve ter escutado pessoas que falavam que eu não era o treinador. Um dos motivos que eu sai do Flamengo era que me pediam para escalar determinados jogadores e eu não escalava. Existiam atletas que eu achava que não tinham condições de jogar e acabou que isso me desgastou – disse.

    Por fim, Andrade, atual comandante do São João da Barra que vem liderando o Grupo B do Segundo Turno da Série B do Campeonato Carioca, deixou um recado para o ex-zagueiro.

    – Avisa ao Fábio Luciano que eu estou tendo sorte no São João da Barra – finalizou.

    domingo, 27 de abril de 2014

    São Gonçalo E.C. precisa de ajuda da sua torcida.


    Em 2013 a equipe de futebol da cidade foi só alegria para sua população, campeã da série c do Cariocão, os planos para 2014 era de fazer uma boa campanha na serie b e os mais eufóricos almejavam uma ascensão para a elite do futebol carioca, mas infelizmente nada disso aconteceu, a equipe não consegue acertar e se manter na série B é a única coisa que o time pode conquistar.

    Com apenas 4 pontos e na penúltima colocação o time tem pela frente Portuguesa, Barrra da Tijuca, Queimados e Paduano são os próximos compromissos e a torcida vai apoiar o time que agora vai mandar os jogos no Alzirão(estádio municipal de Itaboraí). a torcida vai apoiar a equipe e já prepara caravanas para os jogos.


    O Alzirão foi reformado

    sábado, 5 de abril de 2014

    Barra Mansa é campeão do primeiro turno da segundona carioca

    O Barra Mansa se sagrou, na tarde deste sábado (5), campeão da Taça Santos Dumont. Em partida realizada no Estádio Leão do Sul, o Azulão do Sul Fluminense ficou no empate como Olaria pelo placar de 2 a 2 e ficou com o título do primeiro turno da Série B do Campeonato Carioca. Além da conquista, o Alvianil garantiu vaga no triangular final da Segundona. Os gols dos donos casa foram anotados por Thiago e Kaique, enquanto Nêgo e Gian descontaram para os visitantes.




    Barra Mansa sai atrás, mas consegue a virada no final do primeiro tempo

    A finalíssima começou com as equipes se estudando e demonstrando muito nervosismo. Na primeira oportunidade de gol da etapa inicial, logo aos sete minutos, os visitantes inauguraram o marcador. Nêgo, em cobrança de falta, soltou uma bomba no ângulo superior direito de Iago, que nada pode fazer, anotando um golaço. Tendo maior volume de jogo, o Azulão da Bariri dominava as ações da partida.

    Após a parada técnica, o Barra Mansa, apoiado pela torcida presente no Leão do Sul, equilibrou o jogo e foi em busca do empate. Em umas das poucas chances criadas pelo clube do Sul Fluminense, o gol acabou saindo. Bahia cruzou para área, o arqueiro Cleber saiu mal ao tentar tirar o perigo e a bola sobrou nos pés do zagueiro Thiago, de carrinho, igualar o placar para os mandantes. 

    Os donos da casa seguiram a pressionando e, no último lance do primeiro tempo, estufaram a rede adversária pela segunda vez. Bahia, novamente, avançou pelo lado esquerdo, se livrou da marcação e acertou cruzamento preciso para Kaique. O centroavante se antecipou da marcação olariense e finalizou com precisão, virando o confronto.

    Olaria consegue o empate, insuficiente para a conquista da Taça Santos Dumont

    Diante da necessidade da vitória, a equipe visitante voltou com uma proposta ofensiva para os 45 minutos finais, buscando a virada.  Porém, quem esteve mais perto de marcar o terceiro foi o Barra Mansa. Vitinho efetuou belíssimo lançamento para Bahia, que invadiu a área e chutou cruzado. A bola passou tirando tinta da trave de Adilson. Pouco depois, Bahia, dentro da área, desperdiçou grande oportunidade ao chutar pela linha de fundo.


    O Gigante da Bariri, após boa jogada tramada, quase deixou tudo igual. Ivan ganhou da velocidade na direita de Rodriguinho, chegou a linha de fundo e cruzou na cabeça de Bruno Andrade, mas Iago conseguiu realizar segura defesa. No lance seguinte, o duelo foi igualdado outra vez. Ivan tocou para Renatinho, que griou em cima da marcação e achou Gian, livre, empurrar para o gol vazio.

    Animado, o Olaria permaneceu em busca do terceiro, mas não foi capaz de transformar as oportunidades criadas em bolas na rede. Melhor para o Leão do Sul Fluminense, que com o empate, ficou com o título da Taça Santos Dumont, o primeiro turno da Segundona Carioca. 

    A partida
    Barra Mansa 2 x 2 Olaria - Final da Taça Santos Dumont - 05/03/14 às 15h

    Estádio Leão do Sul (Barra Mansa - RJ)
    Árbitro: Diego da Silva Lourenço
    Assistentes: Thiago Gomes Magalhães e Thiago Varela dos Santos

    Barra Mansa: Iago; Brasinha, Carlão (Willian 22’/2ºT), Thiago e Vinícius; Audren (Nandinho 28’/2ºT), Sérgio Manoel, Rafael Laurenço (Rodriguinho 49’/1ºT) e Bahia; Vitinho e Kaique. Técnico: Wilson Leite

    Olaria: Cleber (Adilson 45’/1ºT); Ivan, Daniel, Vandinho e Kevin Gaúcho; Robertinho, Nêgo, Júnior e Lincoln (Gian 10’/2ºT); Renatinho e Bruno Andrade (Thiago 25’/2ºT). Técnico: Cleimar Rocha.

    Cartões Amarelos: Robertinho (OLA), Vandinho (OLA)

    Gols: Nêgo 6’/1ºT (0-1), Thiago 34’/1ºT (1-1), Kaique 56’/1ºT (2-1), Gian 21’/2ºT (2-2)

    Público: 800 pagantes (990 presentes)
    Renda: R$ 13.000,00

    Mudando com o futebol

       2014 ano de copa, onde todo brasileiro sonha com a conquista, país onde tudo tem a ver com futebol, até nas expressões populares falamos de futebol, afinal quem nunca chegou em uma festa aos 45 minutos do segundo tempo ou deixou de fechar um negócio por um detalhe pequeno e disse que a situação estava na marca do penalty. 

       Não só nas expressões, mas também na forma de se vestir, com certeza já usamos a camisa de jogo do nosso time de coração para darmos um passeio em dia de calor, ou ir aquele churrasco do amigo do trabalho, sem falar que é quase certo o uso da camisa em dia após uma conquista de campeonato. Já viu vascaíno colocar roupa vermelha e preta, são paulino de verde, gremista com roupa vermelha, duvido.

    Equipes são criadas todos os anos , junto, jovens torcedores aparecem.

       Somos o país do futebol, futebol esse já virou paixão, tradição, diversão  nos finais de semana, trás rivalidade entre bairros ,amigos de infância, famílias e instituições educacionais, que também vira briga entre marido e  mulher ,pois passar todo domingo na beira do campo,as vezes não é compreendido por elas , mesmo sendo a final do campeonato da sua cidade.

    O mundo é uma bola ?


      Grupo de amigos fundam equipes, e durante anos ficam em evidencia em campeonatos locais e essa tradição é passa para outras gerações, como num sonho com esperança que aquela equipe seja grande um dia. Ainda existe os chamados "Grupos" , que como diz o nome , nada mais é que a união de amigos , vizinhos, colegas de trabalho etc..para jogar futebol, onde uma mensalidade é cobrada para as despesas como,  campo de jogo, uniformes, bolas,  redes etc. existem registros de "Grupos " com mais de 30 anos de fundação. 


    Vila Rio E.C.

       Hoje vemos também as mulheres apoiando ao futebol, assistindo futebol pela TV e indo aos estádio, existe também a moda futebol direcionada a elas, camisas baby look, e vestidos que valorizam o corpo e destacam as belas pernas da mulher brasileira,  estão em todas as lojas de artigos esportivos.

       Podemos dizer então que a conquista da copa será um grande presente para o povo brasileiro, mesmo o país precisando de saúde, educação etc... mesmo as obras da copa sendo super faturadas . Até porque um país precisa de esporte também. Nós vamos mudar, pois mudando, conseguiremos colocar gente de qualidade para nos representas em qualquer poder. 

       A mudança começa por nós.