sexta-feira, 25 de julho de 2014

São Gonçalo F.C. Mantém Liderança

Ótima largada! Na abertura da segunda fase da Série C do Campeonato Carioca, o São Gonçalo FC visitou o Artsul, no estádio Nivaldo Pereira, em Nova Iguaçu, nesta quinta (24), e apesar de jogar no domínio adversário, não se intimidou e conquistou um resultado positivo: vitória por 1 a 0. Waguinho fez o gol decisivo.

O triunfo mantém o São Gonçalo na mesma situação na qual terminou a primeira fase, ou seja, na liderança. A equipe está isolada, na ponta do Grupo G, com 3 pontos conquistados. O Artsul, que está na chave F, ocupa a lanterna, sem pontuar.

No próximo domingo, dia 27, a segunda rodada será realizada na etapa decisiva da Terceirona. O Artsul buscará reabilitação fora de casa, contra o Itaboraí, no estádio Alziro de Almeida. Por sua vez, o SGFC faz o dérbi da cidade contra o Gonçalense, no Carlos Gonçalves, em Rio Bonito. Os dois jogos acontecem às 15h.




Artsul desperdiça grande chance; SGFC é mais efetivo

A primeira etapa foi de muita movimentação, mas nem tanta inspiração. O São Gonçalo chegou a ameaçar o time mandante, que passou a tocar a bola e equilibrar as ações rapidamente. Aos 40, Adam, do Artsul, foi derrubado dentro da área. Pênalti. André se encarregou da cobrança, mas Victor acertou o canto e segurou o empate parcial.

Na etapa complementar, apesar do maior domínio do Artsul, o São Gonçalo demonstrou mais objetividade e acabou sendo premiado aos 26 minutos. Matheus desceu pela esquerda e cruzou rasteiro para Waguinho, que chegou escorando e decretando o placar final: 1 a 0.

Bem postado defensivamente, coube aos visitantes administrarem os minutos finais. O Artsul, que ensaiou uma tímida pressão, não obteve êxito e amargou a derrota em casa.

Ficha Técnica
Artsul 0x1 São Gonçalo FC
Campeonato Carioca Série C - 2ª Fase - 1ª Rodada
Estádio Nivaldo Pereira, Nova Iguaçu - RJ
Dia 24 de julho (quinta-feira) - 15h

Árbitro: Felipe da Silva Gonçalves
Assistentes: Marcello Oliveira da Costa e Alexandre Eller
Cartões Amarelos: Fabiano, Alexandre e Lucas (Artsul); Jefferson e Léo Moreno (SGFC)

Gols: Waguinho, 26'/2ºT (0-1)

Artsul
Rafael; Vitor, Adam, Vagner Eugênio e Fabiano (Alexandre); André, João Vitor, Sarrá (Barrach) e Adriano (Dú Paraíba); Lucas e Hudson. Técnico: Zilla Cardozo

São Gonçalo FC
Victor; Dreivison, Diego Mendes (Matheus), Jefferson e Robertinho; Maykon, Ramon (Pedro), Rodrigo Will e Walber; Edu e Waguinho (Léo Moreno). Técnico: Marcus Alexandre Cravo


Por Gabriel Farias

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Romário Visita Obras do Novo Estádio em São Gonçalo.

Na briga por uma das quatro vagas na Série B de 2015, o Gonçalense terá uma visita 
especial no próximo sábado (26), às 11 horas, um dia antes do clássico citadino contra
 o São Gonçalo FC. Trata-se do Deputado Federal e Tetracampeão Mundial Romário, 
que recebeu o convite do presidente Joacir Thomaz e irá até o CT do clube, além das 
obras do futuro estádio e do projeto Arena Catavento, ambos no bairro Jardim Catarina,
 em São Gonçalo.



















Antes disso, porém, o Gonçalense encara o São Cristóvão, no Estádio José Alves Ventura
em Rio Bonito, nesta quinta-feira (24), às 15 horas, pela primeira rodada da segunda fase 
da Série C, com transmissão ao vivo da Rádio FutRio.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Confirmado! Rei do Acesso é o Novo Técnico do São Cristovão.

Após o pedido de demissão de Hugo Sales o São Cristóvão tem novo treinador para a segunda fase da Série C do Campeonato Carioca. Trata-se de Antônio Carlos Roy, técnico com várias passagens pelo futebol carioca, como Madureira, America, Resende e Cabofriense, conforme antecipamos
 A apresentação de Roy será somente após a primeira rodada, na sexta-feira, dia 25.




Ainda sem o novo treinador no comando, o São Cristóvão encara o Gonçalense, na quinta-feira (24), pela estreia da segunda fase, no Estádio José Alves Ventura, em Rio Bonito, às 15 horas.


São Cristóvão quer Antonio Carlos Roy como técnico para tentar acesso

Após a surpreendente saída de Hugo Sales do comando da equipe, o São Cristóvão já corre atrás de um novo treinador. E o nome favorito é o de Antonio Carlos Roy, que no Carioca deste ano comandou o Madureira. As conversas estão bastante adiantadas.



Roy, conhecido como rei do acesso, seria o preferido da direção para ocupar a vaga e tentar recolocar o clube Cadete de volta na Série B em 2015. Um dos favoritos ao acesso, o São Cri-Cri classificou-se com a segunda melhor campanha.

Sem técnico definido, o São Cristóvão estreia na segunda fase da Série C nesta quinta-feira (23), às 15h, contra o Gonçalense, com transmissão da Rádio FutRio, www.futrio.net direto de Rio Bonito.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morre Armando Marques

Morreu nesta quinta-feira (17), aos 84 anos, o ex-árbitro Armando Marques.
Ele sofria com uma insuficiência renal e não resistiu após ser atendido no 
Hospital CER Leblon, no Rio de Janeiro. Armando ficou conhecido nos anos
 60, tornando-se um dos melhores e mais polêmicos árbitros  do futebol
 brasileiro.

Armando Nunes Castanheira da Rosa Marques nasceu no Rio de Janeiro,

 em 1930, e começou sua carreira de árbitro ainda na década de 60. Ele apitou
 nada menos que 12 decisões de títulos brasileiros e duas Copas do Mundo
 (1966 e 1974). Considerado por muitos o maior árbitro de futebol que o Brasil
 já teve, ele ficou no entanto marcado por alguns erros ao longo de sua carreira.

No futebol carioca, destacou-se um equívoco do árbitro em um jogo do Torneio
 Roberto Gomes Pedrosa, em 1968. No Fla-Flu, a vitória foi tricolor, por 1 a 0, 
gol de Wilton. No entanto, o jogador estava em impedimento no lance e ainda 
usou a mão para tirar o goleiro da jogada e marcar. Após fotos comprovarem 
a irregularidade, Armando desculpou-se com a torcida rubro-negra.

Seis anos depois, um clube do Rio acabou beneficiado por um erro de Armando. 
No Maracanã, jogavam Vasco e Cruzeiro, pela final do Campeonato Brasileiro.
 O mineiro Zé Carlos fez um gol legal, mas a arbitragem o anulou. No fim, a vitória
 e o primeiro título nacional foram para o clube de São Januário.

Após se aposentar, trabalhou como apresentador e comentarista de programas 
de rádio e TV, além do cargo de Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O que seria de Marta, se não existisse o E.C. Radar de Copacabana ?


Difícil falar de futebol feminino sem falar no Esporte Clube Radar de Copacabana, equipe que mais colaborou para o desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, localizado no badalado bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro-RJ. 

 Em 1981 foi revogada uma lei criada em 1941 que desde 1965 proibia a pratica de futebol e outros esportes por mulheres, e desde já Eurico Lira, empresário e presidente do clube começa a incentivar a prática de futebol feminino, Eurico seria também futuramente o técnico da equipe.

O Esporte Clube Radar foi fundado em 1932 e sua equipe feminina em 1981, uma dissidência da equipe que jogava futebol de areia. Hoje o radar ainda existe como academia, possuindo apenas equipes de luta.
Uniforme do Radar 
Titulos

O clube conquistou o I Campeonato Estadual Feminino do Rio de Janeiro, organizado pela Divisão Feminina da Federação de Futebol do estado do Rio de Janeiro (Ferj), e a I Taça Brasil de Futebol Feminino da CBF, ambos em 1983.



O  E.C. Radar não se cansou de colecionar títulos e marcas de se tirar o chapéu. Como a antiga Taça Brasil, onde conquistou todas as edições, sendo Hexacampeão: 1983, 1984, 1985, 1986, 1987 e 1988.
Outro Hexa foi no Campeonato Carioca: 1983, 1984, 1985, 1986, 1987 e 1988. Em 1989, conquistou o Torneio Brasileiro de Clubes.
Durante esse período (entre 1983 a 1988), o Radar realizou 71 jogos; vencendo 66, empatando três, e sofrendo apenas duas derrotas.

 RADAR & SELEÇÃO BRASILEIRA JÁ FOI UMA SÓ
Em 1982, O Esporte Clube Radar, equipe que ganhou projeção ao divulgar o futebol feminino no Brasil, onde conquistou o título da Women’s Cup of Spain, derrotando seleções como Portugal, França e Espanha. Já em 1989 a equipe inteira do Radar representou a Seleção Brasileira de Futebol Feminino no Campeonato Mundial.

No entanto, os campeonatos femininos, que não tinham retorno de público e imprensa, vinham perdendo cada vez mais participantes, até deixarem de ser organizados. E no início dos anos 90, o Esporte Clube Radar desmanchou a equipe, colocando um ponto final no na equipe feminina mais vencedora da história do futebol feminino no Brasil.

O que seria de Marta se não existisse o Radar ? 



terça-feira, 15 de julho de 2014

Artista reproduz camisas de todos os tempos


Trabalho, feito de maneira artesanal, é reconhecido no Brasil e no mundo
André Moura exibe as camisas do Uruguai, de 1930, e do Fluminense,
de 1984. Duas das criações preferidas. Fotos: Gabriel Farias.
No futebol a camisa é a identidade de um time ou seleção. Os torcedores consideram a vestimenta um "manto sagrado". Apaixonado pelo Fluminense e aficionado por clubes da América do Sul, André Moura, de 32 anos, em seus tempos de estudante, resolveu que colecionaria os uniformes mais marcantes.

A grande questão era: como conseguir as camisas históricas das décadas de 80 e 90, numa época onde não se comercializavam as mesmas com tanta facilidade? André passou então ele mesmo a produzir os mantos que tanto o encantavam.

- Sempre gostei de futebol, mas conseguir as camisas dos times era muito complicado. Resolvi desenhar uma do Boca Juniors, da Argentina, e levar para uma pessoa costurar. Quando cheguei na escola, causei um alvoroço - relembra André.

Com o passar do tempo, o artesão das camisas foi aprendendo todos os processos para refazer os uniformes. A fama foi crescendo e hoje André tem um pequeno ateliê junto de sua casa, no Rio do Ouro, em São Gonçalo. O passatempo lhe rendeu diversos convites para expôr seu material.

- Fiz uma exposição no Maracanã onde as pessoas que faziam o tour no estádio viam as camisas que fiz. Em setembro vou ao Mineirão, onde acontecerá um evento de exposição de camisas históricas - conta.

Torcedor fanático do Fluminense, André tem como preferidas suas criações que remontam aos grandes anos de conquistas do Tricolor Carioca, como o campeonato brasileiro de 1984. As camisas da seleção do Uruguai e do Peñarol, tradicional clube do país vizinho, também estão entre as mais queridas.

- Sempre que posso acompanho o Fluminense fora do país. Em uma dessas viagens vi uma camisa da seleção uruguaia campeã mundial de 1930. Resolvi refazê-la com todos os elementos, inclusive o envelhecimento - disse.

Em época de Copa, encomendas de todo mundo

Da esquerda para a direita: camisas históricas de Uruguai, Itália,
Alemanha e Portugal.
O trabalho rico em detalhes fez com que André Moura criasse uma rede de admiradores em todo o mundo. Em sua página na internet, onde expõe seu trabalho, recebe inúmeras encomendas.

- Tenho muitos clientes do Chile e do Uruguai. Ultimamente tenho recebido muitos pedidos dos Estados Unidos, já que refiz a camisa que a seleção norte americana utilizou na Copa do Mundo de 1994, que foi sediada lá.

Além das camisas mais conhecidas de seu catálogo, como de grandes seleções como Brasil, Alemanha, Itália e França, André Moura também topa novos desafios. Basta que o interessado envie uma imagem da blusa escolhida. O trabalho de pesquisa e confecção é por conta dele.

- Eu analiso bem para saber qual o tecido utilizado, quais os detalhes da camisa. A partir daí faço o projeto no computador e faço a impressão no tecido. Depois é como se fosse um quebra-cabeça. Basta ir juntando os pedaços.

Os interessados em contactar André Moura para exposições ou eventos relacionados ao seu trabalho podem acessar o site: www.mourasport.com.br. Na página também estão disponíveis as criações feitas ao longo dos anos.

por Gabriel Farias
Parte desta postagem é do site www.futebolgonçalense.com

sábado, 21 de junho de 2014

Tricolor Gonçalense Apresenta Locomotiva

E o Gonçalense anunciou uma novidade para seu elenco e comissão técnica. A direção do clube adquiriu um ônibus para as viagens e deslocamentos durante as competições. O veículo, totalmente personalizado, tem predominância na cor azul, além de carregar um grande escudo do clube em suas partes lateral e frontal.





O veículo também tem estampado as bandeiras do Brasil e do estado do Rio de Janeiro, além da frase "Orgulho de ser Gonçalense". Segundo o presidente do Tricolor, Joacir Tomaz, o ônibus já está em uso. O próximo jogo do Gonçalense na Terceirona será no dia 22, contra o Duque Caxiense, quando os jogadores terão o primeiro teste de fogo com a "Locomotiva", apelidado dado ao veículo.

Parte dessa postagem é integrante do site:www.futebolgonçalense.com.br

domingo, 15 de junho de 2014

Esporte Clube Metalúrgico / São Gonçalo-RJ

  Um "operário patrão" na década de 40, foi o Esporte Clube Metalúrgico, de São Gonçalo-RJ.  respeitado na região, o clube ao lado do Tamoio Futebol Clube e  Clube Esportivo Mauá formaram o "Trio de Ferro" do futebol gonçalenseFundado numa quinta feira, dia 8 de agosto de 1938. 

  Em 17 de abril de 1925, a Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas instalou-se no município de São Gonçalo, época em que a cidade começava a viver um grande desenvolvimento industrial. Essas indústrias não só tocavam as fábricas á  todo vapor como também mantinham  em terra dessas companhias,vilas operárias, escolas primárias e cursos. Em um desses espaços para lazer e aprendizado dos operários e suas famílias foi criado o campo do metalúrgico, mais tarde Esporte Clube Metalúrgico que deu grande impulso e incentivo ao esporte no município. O grande momento do Metalúrgico aconteceu em 1942, quando foi vice-campeão do Campeonato Fluminense.O clube era muito querido pelos gonçalenses, inclusive o avô do historiador e pesquisador Auriel de Almeida foi jogador e sócio do clube, onde foi possível desenhar o escudo por meio da carteirinha do clube. Seu uniforme número 1 era: camisas azuis com golas vermelhas e calções brancos. Eventualmente jogava com um uniforme tricolor, semelhante ao segundo uniforme do Bahia (BA). 






  O grande momento do Metalúrgico aconteceu em 1942, quando foi vice-campeão do Campeonato Fluminense.



 Campeonato Fluminense de 1942


  A competição contou com a participação de 16 clubes. A Região Sul Fluminense contou com seis representantes: Resende Futebol Clube (Resende); Barra Mansa Futebol Clube (Barra Mansa); Entrerriense Futebol Clube (Três Rios); Royal Sport Club (Barra do Piraí); Central Ferroviário Clube (Valença) e Riachuelo Esporte Clube (Paraíba do Sul).

No Norte Fluminense vieram três times: Goytacaz Futebol Clube (Campos); Ypiranga Futebol Clube (Macaé) e Cordeiro Futebol Clube (Cordeiro). Já a Região Serrana também contou com três equipes: Teresópolis Futebol Clube (Teresópolis); Petropolitano Football Club (Petrópolis) e Fluminense Atlético Clube (Nova Friburgo). Da região metropolitana dois clubes: Icaraí Futebol Clube (Niterói) e Esporte Clube Metálurgico(São Gonçalo). A Baixada Fluminense um time: Esporte Clube Belford Roxo (Belford Roxo); da Região dos Lagos uma equipe de Cabo frio: Tamoyo Esporte Clube.

  Na primeira fase, o Resende e Barra Mansa empataram em 2 a 2, no sábado(13 de dezembro de 1942). No segundo jogo (20/12/42) no Estádio do Leão do Sul, novo 2 a 2. Melhor para o Barra Mansa, que avançou pelos critérios de desempate.   


  Na segunda fase, nas mesmas datas acima, o Entrerriense eliminou o Riachuelo; o Petropolitano passou pelo Teresópolis; e o Barra Mansa passou para a próxima fase ao bater o Centro Ferroviário, todos em dois jogos (ida e volta). Já o Fluminense de Friburgo definiu a sua passagem para a próxima fase ao golear o Cordeiro por 11 a 1, em casa.
Outro que não encontrou dificuldades foi o Icaraí que goleou o Belford Roxo: 4 a 0 e 3 a 0. O Goytacaz depois de golear o Ypiranga de Macaé por 8 a 2, no jogo de volta arrancou um empate em 2 a 2, e também seguiu na competição.


  O classificado que mais sofreu foi justamente o EC Metalúrgico. Em dois jogos com 11 gols, o Metalúrgico bateu, fora de casa, o Tamoyo esporte Clube de Cabo Frio por 3 a 2 (13 de dezembro). Uma semana depois num grande jogo, o Metalúrgico conseguiu um empate em 3 a 3, diante de seus torcedores e festejou a suava vaga.



Metalúrgico elimina o Goytacaz


  Se na etapa anterior, o Metalúrgico sofreu, na terceira fase a situação foi ainda mais complicada. Afinal, o adversário era o temido Goytacaz de Campos. Contudo, o Metalúrgico não se intimidou e largou na frente, ao vencer em casa, no domingo (27/12/42) por 3 a 1. No jogo de volta, numa partida dramática, o Metalúrgico segurou o empate em 2 a 2 (03/01/43), no Estádio Ary de Oliveira e Souza, e garantiu a sua presença na fase semifinal.  


  Após dois empates em 4 a 4 e 2 a 2, o Fluminense de Friburgo eliminou o Icaraí nos critérios de desempate. Já o Petropolitano não teve problemas para se classificar, ao vencer, em casa, o Entrerriense por 3 a 1 (10/01/43) e depois por 3 a 2 (17/01/43), em Três Rios.
Outro que suou foi o Royal SC, que venceu o Barra Mansa por 4 a 2 (24/01/43), no Estádio da Chacrinha, em Barra do Piraí. Uma semana depois o Royal foi derrotado no Estádio Leão do Sul por 3 a 2, mas avançou as semifinais pelo saldo de gols: 6 a 5.  


  Nas semifinais, parecia que o Metalúrgico viveria outro enorme obstáculo ao ser derrotado pelo Fluminense por 2 a 1, no domingo(27/01/43), em Nova Friburgo. Contudo, o que parecia ser um drama se transformou num show de bola. Diante da sua torcida, no domingo do dia 7 de fevereiro der 1943, o Esporte Clube Metalúrgico goleou o Fluminense por 7 a 3, chegando a inédita final do Campeonato Fluminense.


  Na outra partida, o Royal SC não conseguiu tirar vantagem do fator campo e ficou no empate em 1 a 1 com o Petropolitano(07/02/43), no Estádio da Chacrinha, em Barra do Piraí. Porém, no jogo de volta (14/02/43), o Royal SC foi até Petrópolis e conquistou uma vitória heróica por 3 a 2, garantindo o seu lugar na decisão.    






 Na Decisão deu Royal SC


  Após tantas superações, o EC Metalúrgico chegou confiante na decisão. No primeiro jogo de final, numa partida de sete gols, melhor para o Royal, que venceu o Metalúrgico por 4 a 3 (domingo: 21/02/43), no Estádio da Chacrinha, em Barra do Piraí.


  A esperança agora estava no jogo de volta, onde o Metalúrgico contava com o apoio da torcida gonçalense para uma vitória simples para ficar com o caneco. Entretanto, no domingo do dia 28 de fevereiro de 1943, o 
Royal Sport Club foi melhor e venceu por 3 a 1, levando a taça para Barra do Piraí.

  Apesar da derrota, o Metalúrgico foi um time guerreiro, que superou várias adversidades ao longo da competição, e encheu de orgulho os gonçalenses. O clube disputou ainda o Campeonato Fluminense de 1944 e 1945.



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Parte desta postagem foi tirada do site www.cacellain.com.br  e  www.futebolnacional.com.br






domingo, 8 de junho de 2014

Gonçalense: Tricolor Metropolitano é favorito ao título

O Gonçalense segue com sua grande campanha na Série C do Campeonato Carioca. Na manhã deste domingo (8), o Tricolor Metropolitano derrotou o União de Marechal por 3 a 0 no Estádio Nielsen Louzada e seguiu na liderança do Grupo B da competição, agora com 13 pontos.

Com seu novo treinador, Claudino de Melo, o União de Marechal conseguiu segurar o Gonçalense por quase uma hora, mas o lado físico pesou contra o time de Marechal Hermes e com isso, a equipe segue com uma pontuação negativa.

Gonçalense domina a primeira etapa, mas não consegue marcar
O Gonçalense começou dominando totalmente a partida, encurralando o União de Marechal no seu campo de defesa. A primeira oportunidade ocorreu aos oito minutos, quando Bernardo deu um ótimo passe para Sabão, que saiu na cara do gol, deslocou o goleiro, mas bateu para fora.

Logo depois, Beto cobrou falta para a área, a zaga afastou mal e o rebote ficou com Sabão, que teve calma na hora de finalizar, buscou o ângulo direito, mas a bola passou rente a trave e foi para fora. Aos 19 minutos, Bernardo chutou da entrada da área e Wesley espalmou para o lado para não se complicar. Após a parada técnica, o Tricolor Metropolitano seguia com o domínio do jogo.

Aos 25 minutos, Gean errou na saída de bola, Sabão roubou, avançou, entrou na área e cruzou para Vitão, mas o centroavante não conseguiu chegar a tempo para finalizar. Aos poucos, o União de Marechal foi se acertando na defesa e conseguiu criar um bom lance de ataque. Aos 36 minutos, Thiaguinho fez bom trabalho de pivô e ajeitou para Neigol, que bateu de primeira e obrigou Julio a espalmar para escanteio. O Gonçalense seguiu dominando a posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio do União de Marechal e a primeira etapa terminou 0 a 0.

Gonçalense mantém a pressão e vence por 3 a 0
A pressão do Gonçalense seguiu na segunda etapa, mas dessa vez, o Tricolor Metropolitano foi recompensado. Aos 12 minutos, Radamés cruzou da esquerda, Vitão dominou, driblou o zagueiro e chutou na trave, mas no rebote, Sabão mandou para o fundo das redes. Perdendo a partida, o União de Marechal tentou buscar o ataque, mas abusava dos passes errados e não assustava o goleiro Julio.

Aos 25 minutos, Dieguinho quase marcou um gol de placa. Após lançamento de Beto, o zagueiro Gean e o goleiro Wesley não se entenderam e a bola caiu nos pés do volante, que tentou marcar do meio campo, mas a bola passou rente ao travessão e foi para fora. Logo depois, Alemão cobrou falta da entrada da área e assustou o arqueiro do União de Marechal.

No fim, o Gonçalense fez dois gols e matou a partida. Aos 40 minutos, Sabão avançou pela esquerda, bateu cruzado, Wesley defendeu, mas no rebote, Bernardo mandou para as redes. Em seguida, Alemão cruzou da direita e Beto, livre de marcação, fechou o placar em 3 a 0.

As duas equipes têm como próximo adversário o Duquecaxiense. O União de Marechal enfrenta o Aurianil no próximo domingo (15) no Telê Santana às 15h. Já o Gonçalense, que folgará na próxima rodada, encara o time de Duque de Caxias no dia 22 no Estádio José Alves Ventura.

A partida
União de Marechal 0 x 3 Gonçalense – Taça Corcovado, 6ª Rodada do Grupo B – 08/06/2014

Estádio Nivaldo Pereira (Mesquita – RJ) 
Árbitro: Lucas Estevão 
Assistentes: Dyego Giannini Ramos e Rafael Constantino Soares Pinheiros

União de Marechal: Wesley; Juan, Gean, Hebert e Caio; Alex, Thiaguinho (Sergio 33’/2ºT), Ronaldinho e Messi; Rafael (Juninho 20’/2ºT) e Neigol. Técnico: Claudino de Melo.

Gonçalense: Julio; Thiaguinho, Alemão (Renatinho 44’/2ºT), Yago e Pingo (Radamés – intervalo); Lages (Ualace 19’/2ºT), Dieguinho e Beto; Sabão, Bernardo e Vitão. Técnico: Emanoel Sacramento.

Cartões amarelos: Caio e Gean (UNI); Radamés (GON)

Gols: Sabão 12’/2ºT (0 – 1); Bernardo 40’/2ºT (0 – 2); Beto 43’/2ºT (0 – 3)

Público e renda: Portões fechados

O Futebol Brasileiro Surgiu em Bangú.

Nesta semana, um fato bastante interessante parou o bairro de Bangu. Foi inaugurada uma estátua, próxima ao shopping do bairro, em homenagem a um homem, um inglês para ser mais exato, pouco conhecido, mas que pode ter sido o precursor da maior paixão nacional: o futebol.



Nas últimas décadas, atribuir ao brasileiro com ascendência inglesa a primazia pela realização do futebol aqui em nosso país era regra geral, mas descobrimentos recentes dão conta de que Donohoe, este britânico de nascimento, foi o verdadeiro pai do futebol brasileiro. O escocês tinha 31 anos quando desembarcou no Rio de Janeiro, para trabalhar nas fábricas de tecidos em Bangu.

Donohoe, que adorava futebol, trouxe de seu país uma bola e a apresentou aos amigos da vila operária. Em 9 de setembro de 1894, houve aquela que é considerada a primeira atividade futebolística no país, ainda que fosse uma mera pelada. Era o começo da prática do futebol no Brasil, sete meses antes de Charles Miller e três anos antes de Oscar Cox, que foi um dos fundadores do Fluminense, em 1902.

Os acontecimentos de Bangu tiveram desdobramentos, já que o esporte cresceu bastante em Bangu, mas só em 1904 é que foi fundado o primeiro time da região, o Bangu Atlético Clube. Donohoe morreu em 1925, mas sua história foi reconhecida recentemente, 120 anos depois do primeiro jogo que o solo brasileiro viu. A estátua é uma homenagem merecida a um dos precursores do nosso esporte e a honra é toda de Bangu e do Rio de Janeiro, testemunhas dos primeiros passos de um gigante.


O homem era Thomas Donohoe, que de acordo com historiadores, foi o pioneiro do esporte no Brasil, já que teria organizado o primeiro jogo de futebol no país. Mais do que isso, a histórica atividade aconteceu no Rio de Janeiro, justamente no bairro da Zona Oeste. Charles Miller? Pense duas vezes quando ouvir essa história...


Por Daniel Andrezo

    domingo, 1 de junho de 2014

    Gonçalense ganha do Serrano e segue na liderança


    Mostrando o bom futebol que vem apresentando na Série C, o Gonçalense venceu o Serrano por 2 a 0, fora de casa, em pleno Estádio Atílio Marotti, em Petrópolis, na tarde deste domingo (01). Com o resultado, o Tricolor Metropolitano chegou aos dez pontos e manteve a liderança do Grupo B, ao lado do Duquecaxiense, mas leva vantagem no saldo de gols. O Serrano, por sua vez, se mantém com três pontos, na terceira colocação, mas ainda na dependência do resultado da partida contra o União de Marechal, que deve ir a julgamento.




    Melhor na partida, o Gonçalense pressionou a equipe do Serrano em seu campo defensivo e não demorou a abrir o placar. Logo após a parada técnica, aos 22 minutos, Rodrigão arriscou de longe, a bola quicou no gramado e enganou o goleiro Bruno Maromba, que aceitou. Na mesma pegada, o time de São Gonçalo marcou novamente aos 29 minutos. Vitor Borges aproveitou confusão na área e completou para o fundo das redes, marcando seu quinto gol na competição. O Leão da Serra ainda tentou uma reação no fim do primeiro tempo, mas não obteve sucesso.

    Com a vantagem no marcador, o Gonçalense apenas administrou o resultado de 2 a 0 e pouco chegou ao ataque, porém a equipe não deixava espaços para a equipe da casa desenvolver seu jogo. Até o final da partida, o time de São Gonçalo tocou bastante a bola e garantiu mais três pontos na Série C.

    Pela abertura do segundo turno, o Serrano recebe o Duquecaxiense, novamente no Estádio Atílio Marotti e o Gonçalense visita o União de Marechal, em local ainda indefinido. Ambas partidas serão no domingo (08), às 15 horas